quarta-feira, 22 de março de 2017

TÁ NA MODA: PRETO E BRANCO


Hoje estou voltando com um quadro antigo aqui do Blog que eu apelidei de Tá na Moda, é o quadro onde eu trato principalmente sobre tendências. Mas vocês sabem que aqui eu gosto de tratar dos assuntos relacionados a moda de maneira diferenciada e original. Mais do que inspirar vocês com looks prontos da Internet, eu quero mostrar que é possível criar looks baratos, usar o que está em alta e manter a sua personalidade. É por isso que eu repaginei o design do quadro e agora ele tem muito mais a ver comigo. 



Um dos motivos que eu quase nunca faço posts sobre tendências é porque sempre me parece um post muito impessoal, em que eu não conseguia exprimir completamente meu gosto, meu estilo, meu jeito de ser. Mas eu acredito que com esse novo estilo de postagem eu tenha alcançado o meu objetivo, ao mesmo tempo trazendo informação nova pra vocês.



A primeira novidade é a Batalha de Looks. Aqui eu vou apresentar sempre dois looks montados por mim que tenham a ver com a postagem do dia. Sim, ambas as fotos são minhas e os produtos nela também. Mas eu conto com a participação de vocês: quero saber qual que vocês gostaram mais, então me contem nos comentários qual foi o seu favorito. 

O primeiro look é mais casual, de saia longa, com tênis branco, super confortável. Esse look completo custou menos de R$150,00. Não acredita? Vou te provar:

Blusa Listrada, Marisa, R$25,90
Saia Longa com Fendas, Fair, R$60,00
Tênis Branco, Beira Rio, R$49,90
Ao todo isso dá, R$135,80.

O segundo look é mais arrumado, com saia curta, salto tratorado e um colar de corrente. Ideal para saídas a noite. A melhor parte é que ambos os looks custam quase que o mesmo preço. 

Cropped Listrado, Marisa, R$25,90
Saia Recorte Branca, Light in The Box, R$26,00
Sandália Tratorada Disk Salto, Zaxy, R$69,90
Colar de Corrente, Forever 21, R$15,90
Ao todo isso dá, R$136,80

O bom de peças assim é que elas são versáteis e costumam combinar com várias peças dentro do guarda-roupa. Por exemplo: alguns desses produtos já apareceram no Blog outras vezes, e em vários looks diferentes. É só procurar na TAG look do dia e comprovar (ou clicar no link abaixo).



Eu faço coisas diferentes, mas eu também trago mais do mesmo, porque a verdade é que o mais do mesmo também me inspira. E muitas vezes a gente busca ideias de como se vestir na Internet, em sites de inspiração, em blogs gringos, no Lookbook... 

E eu também quero trazer isso pra vocês, afinal, sou como vocês e também uso o mecanismo de pesquisa do Google para pesquisar Looks Preto e Branco. Navego horas a fio e não só para me ajudar com o meu estilo, mas para trazer mais conteúdo para vocês também.

Vocês estão cansados de saber que eu sou super básica, que eu adoro um P&B, que eu amo listras e que tudo isso simplesmente não sai do meu guarda-roupa, então eu selecionei ai em cima 6 looks que eu usaria, sem nem pensar duas vezes. Tá certo que a maioria tem calça, mas é que eu acho que uma das coisas que essa combinação mais prega é o conforto, especialmente porque ela veio do Minimalismo. E não tem nada mais confortável que calças né? 
Essa é a última novidade do post. Nessa parte você vai encontrar produtos que tenham relação com a postagem e que eu tenho dentro do meu guarda-roupa. São produtos que fazem parte do meu dia a dia, que eu indico pelo conforto, versatilidade e mais importante ainda: cabem no bolso. 

O cropped listrado do canto superior esquerdo é de uma loja chamada Ellegance, ele custou R$20,00 e eu já usei algumas vezes. Na verdade essa foto é um spoiler do próximo post de tendências, fiquem espertos que talvez vocês vejam ele na próxima batalha de looks.

Logo abaixo do cropped, tem uma foto minha com uma blusa listrada. Essa blusa é a mesma que você vê no canto superior direito (ela é a da ponta). E essas três blusas eu comprei na Leader por R$29,99, cada. Elas são extremamente confortáveis e MUITO fáceis de usar. Aliás eu acho que listras é uma das estampas must-have no guarda roupa. 




A foto do canto inferior direito, eu admito, dei uma pequena roubada. Na verdade essa sandália Tratorada não é branca e sim holográfica, mas eu coloquei porque a Taquilla oferece essa sandália na cor branca também. Os sapatos da Taquilla não são muito acessíveis (na verdade são bem caros, a maioria passa dos R$200), porém essa sandália eu comprei na promoção por R$89,90. Ela custava R$219,00, se não me engano. Foi um achado, realmente. Então a dica é: fica de olho no site deles, porque as promoções valem super a pena (aliás uma boa dica é em qualquer site sempre visitar a aba das promoções pra ver o que tem de bom).

E, por último, as incríveis sandálias da Zaxy. A foto do meio mostram a Zaxy Clubber, eu tenho duas cores, a preta e a branca (oh, really?) e estou no desejo das metalizadas e da verde militar, que eles lançaram também. Essa sandália é um must no seu armário. Ela é flatform, nem muito alta, nem muito baixa, SUPER confortável e a melhor parte: cada uma custa R$49,90, apenas. Elas combinam com tudo, eu uso pra ir pra todos os lugares, acreditem. 

E essa foi a postagem de hoje, não se esqueça de curtir a página do Quero Mais Pizza no Facebook e me seguir no Instagram @queromaisfotos. Todas as novidades eu posto primeiro por lá. 

Me contem nos comentários o que vocês acharam desse novo Tá na Moda. Não se esqueçam de escolherem um look da batalha lá em cima e de conferir os dois últimos posts dessa tag:

Veja também o Tá na Moda: The Sims.

segunda-feira, 20 de março de 2017

COMO FAZER UM BOM POST NO BLOG #1


Essa ideia surgiu de um texto que eu lancei em um grupo no facebook para blogueiras dando 5 dicas para você escrever melhor as suas postagens no blog. As pessoas se interessaram e pediram por um post mais completo e detalhado então aqui estou eu com uma mini série de postagens (a princípio serão cinco) chamada Como fazer um bom post no Blog.




Escrever é uma arte. E se quer saber o que eu acho: é uma arte bem complicadinha; não porque a língua portuguesa é difícil ou porque o uso das vírgulas confunde todo mundo, e sim porque organizar palavras em um texto de modo que você encante o seu leitor é muito difícil. Como você sabe cada pessoa tem uma escrita própria, a gente acaba passando um pouco da nossa personalidade, do nosso jeito, do nosso modo de falar quando a gente está escrevendo (por isso que a maioria dos livros de autores masculinos tem como personagens principais homens e a maioria dos livros de autoras femininas tem como personagens principais mulheres; a gente tende a escrever sobre aquilo que a gente conhece, entende ou enxerga na sociedade). E pra escrever bem provavelmente você também sabe que é preciso duas coisas: é preciso saber ler bem (você não precisa gostar de ler, apesar de que quanto mais você lê, melhor você sabe ler) e é preciso gostar de escrever. Se você odeia as redações do colégio então ter um blog, talvez, não seja a melhor ideia. Tente o Youtube, ao invés disso. 

A escrita não é tão simples quanto a fala. Nela não há entonação e o que define um bom escritor é a sua capacidade de fazer o leitor entender exatamente aquilo que ele quer passar. Se você escreveu uma frase e sentiu que ficou confuso então provavelmente seu leitor também vai achar aquilo confuso e pode te interpretar errado. E o seu trabalho como blogueira/blogueiro é ter certeza de que ele está interpretando corretamente as suas palavras.

Então para começar com a primeira dica, a mais básica de todas, é você saber escrever bem.





Essa foi a primeira dica que eu dei no meu texto, mas eu fui bem breve. Aqui eu vou explicar detalhadamente o que isso significa. 

Existem vários jeitos diferentes de como você pode escrever a sua postagem e até mesmo usar gírias tá liberado (contanto que você não abuse delas no texto, mas são ótimas para descontrair a leitura, por exemplo). Escrever não significa entender apenas de português (óbvio que ter noção de como se escreve corretamente é super importante) e sim, entender de textos. Você precisa saber como organizar o seu texto. Lembra da redação da escola? Introdução, desenvolvimento e conclusão? Seu texto precisa ter isso também. Existem vários tipos de textos diferentes e vários jeitos diferentes para organizá-lo.

Mas vamos nos atentar ao básico comum.

INTRODUÇÃO

A Introdução é a parte do texto em que você começa a explicar sobre a sua postagem, você comenta brevemente os motivos de ter decidido escrever sobre ela e abre espaço para o que você vai comentar depois. Reparem nos meus primeiros parágrafos: o título da minha postagem é como fazer um bom post no blog ou seja ele é um post sobre escrita. Então meus primeiros parágrafos se resumiram a falar sobre o que define a escrita em si e o que define uma boa escrita pra mim. É na introdução também que eu introduzi a primeira dica. Abrindo espaço para o Desenvolvimento (leia mais embaixo) que é exatamente o que eu estou fazendo agora. Nesse caso meu texto está organizado em tópicos (serão três para falar sobre as partes do texto) e isso entra na formatação (que eu vou falar nas próximas partes dessa série), por enquanto saiba apenas que esses meus três tópicos é que vão abranger o desenvolvimento. 

Na Introdução você faz comentários breves, gerais, apenas para despertar a curiosidade do seu leitor. Você pode até mesmo fazer questionamentos (que serão respondidos ao longo do texto). Uma boa introdução é o que faz você continuar lendo. Pense em um livro: os primeiros cinco (mais ou menos) capítulos são o que definem se a introdução do livro é boa ou não. O primeiro capítulo pode até não ser grande coisa, mas se passar o segundo, o terceiro, o quarto e o livro ainda estiver meio morto então é porque ele não conseguiu despertar em você a curiosidade necessária para seguir em frente. Sendo assim: a introdução do livro não foi boa o suficiente para te manter atento. O mesmo acontece com o seu texto, sem uma boa introdução, o leitor não se sente animado a continuar lendo (ainda que seja um assunto que ele se interessa).

Pense no texto como uma receita de bolo: a Introdução seriam os ingredientes do seu post. 

DESENVOLVIMENTO

O Desenvolvimento é onde você vai pegar tudo aquilo que você escreveu na Introdução e desenvolver as ideias. É aqui que você vai dar os detalhes das suas opiniões, argumentar os seus prós e contras, mostrar pros seus leitores porque vale a pena confiar na sua palavra. 

É nessa parte também que vai conter a maior parte das informações sobre o seu assunto, é através do Desenvolvimento que o leitor vai avaliar se o seu texto valeu a pena ou não. Se você só enrolar nessa área e não tiver muito o que dizer, o leitor percebe e então ele vai concluir que você não sabe o que você está falando. É por isso que você sempre deve escrever sobre aquilo que você sabe. Quando a gente não sabe um assunto muito bem a gente tem muita dificuldade de desenvolver um texto sobre isso, em contrapartida se você sabe do que está falando, as palavras vem fáceis.

Aproveite essa área para dar todos os detalhes possíveis que você esteve guardando para si, aqui é a hora de soltar a voz. Tenha a certeza de ter coberto todos os sub-assuntos do seu tema dentro do Desenvolvimento.

Continuando na metáfora da receita, o Desenvolvimento seria o nosso modo de preparo.




CONCLUSÃO

E, finalmente, temos a conclusão. Na conclusão você vai finalizar a sua ideia. O que você começou a explicar no seu desenvolvimento, você vai fechar seu pensamento aqui. Se for uma resenha de um produto, essa é a parte que você diz se o produto é bom ou ruim, se vale ou não a pena comprar, se o preço está justo e coisas assim. Se for uma crônica, esse é o final da sua história. Se for um pst de inspirações, looks, beleza... o que for, essa é a parte em que você conclui tudo o que você mostrou no post. 

A minha conclusão, por vezes, é encerrando a postagem. Eu retomo algumas coisas que disse no Desenvolvimento, as coisas mais importantes, que eu quero que o leitor se lembre. Eu dou uma conclusão pra minha ideia baseada nos argumentos que eu dei ao longo do texto e finalizo com as minhas frases comuns a toda postagem: espero que vocês tenham gostado, não esqueçam de comentar a sua opinião e curtam as redes sociais.  Se a pessoa é um leitor assíduo do meu blog, ela vai entender que a partir dessas frases pra baixo não há mais nenhuma informação importante sobre o texto, e portanto, a ideia central já terá sido finalizada. A importância de se despedir e dar um ponto final que seja padronizado, é para que o leitor tenha a sensação de que acabou mesmo. Terminar abruptamente dá a sensação de que tem algo faltando (mesmo que não tenha).

E a conclusão seria o resultado final da receita, como ficou o bolo. 






Essa foi a primeira dica que acabou dando um texto gigante e por isso eu decidi separar a série em várias partes, assim fica mais fácil pra mim e mais detalhado pra vocês. Na próxima postagem eu vou mostrar pra vocês a segunda dica que fala sobre a organização do texto. Eu vou falar sobre os preparos que você tem que ter antes de começar a escrever. Como pesquisar, que imagens usar (e porquê), que perguntas fazer para si mesmo e o que anotar para não esquecer ideias depois (é um bom teste para saber se você colocou tudo o que queria no texto). 

Espero que vocês tenham gostado da postagem de hoje, espero que essas dicas ajudem vocês no blog. Se vocês tiverem gostado eu peço para que por favor, compartilhem a postagem para que ela possa ajudar mais pessoas e comentem aqui nos comentários o que vocês acharam dessa primeira parte. A opinião de vocês é muito importante pra mim <3

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Até o próximo post <3

sexta-feira, 17 de março de 2017

RESENHA: A BELA E A FERA (2017) - SEM SPOILERS


Apagam as luzes. Entra a frase “Once upon a time, in a faraway land...” exatamente como no desenho. Mas no filme ao invés de vermos a história através das vidraçarias, vemos ao vivo e a cores. Vemos com pessoas, personagens que respiram, sentem e dançam ao som da música do salão enquanto o narrador conta a história de um príncipe cheio de regalias.

A abertura do filme, nos leva de volta para a história que a gente apenas ouve ser brevemente introduzida no desenho. Nos traz um novo olhar sobre o príncipe, a feiticeira e todos no palácio. A gente consegue absorver melhor o início, pois não é apenas alguém nos contando o que aconteceu (embora tenha um narrador) e sim a gente presenciando como se fizéssemos parte da história.


Quando finalmente aparece a casinha ao fundo de uma vila e a Emma Watson sai da porta: eu simplesmente não consegui me segurar: eu comecei a chorar. Para quem cresceu com os desenhos clássicos da Disney (e principalmente para quem é tão fã como eu) fica muito difícil não se sentir encantado pelo filme. É nostálgico! A abertura é tão familiar e tão fiel ao original que é emocionante. E não apenas isso: palmas para a fotografia e o figurino do filme. Ouça quando eu digo que (quase) toda a caracterização dos personagens e do cenário está idêntico ao desenho.

É uma semelhança tão intensa que mesmo as partes que divergem do filme original (falarei mais sobre elas mais embaixo) passam quase que despercebidas, pois você fica tão imerso na maneira em que a Disney conduz o live action que frequentemente você se esquece de que o desenho e o filme são adaptações diferentes. 


A ATUAÇÃO, A CARACTERIZAÇÃO E OS PERSONAGENS

Não preciso nem comentar a atuação da Emma Watson, sempre foi meu sonho ver ela interpretando a Bela – desde as épocas do tumblr em que eu ficava brincando de adivinhar quem seria quem se a Disney um dia fizesse os live actions. Ter a Emma como Bela não apenas se provou uma escolha certeira como também é um sonho realizado. 

A Fera está mais humanizada. Nas partes em que ele é grosso e rude não são tão fortes ou impactantes como no desenho, em contrapartida, você sente melhor a sua mudança. É mais fácil de entender que a Fera não é de todo ruim e que existe bondade dentro dele. Tem uma cena muito importante relacionada a essa humanização da Fera, no final – preste atenção na conversa da Fera com os personagens do Palácio, logo após a Bela ir resgatar o pai – eu achei um diálogo, deveras, importante para reforçar a importância da mudança do príncipe. Eu gostei que também deram mais espaço para a Fera nesse filme, inclusive uma música inteiramente nova que fez jus ao personagem e ao momento da história.

O Gaston e o Le Fou foram de longe a melhor interpretação, se comparados ao original. Gaston está mais vilão que nunca, dessa vez vemos ainda um lado de grosseria inteiramente novo. Talvez veio para substituir algumas cenas clássicas do Vilão que foram removidas do filme. Quanto a caracterização e atuação de Luke Evans foi pura e simplesmente perfeita. Nunca vi um Gaston tão egocêntrico, temperamental, fútil, burro, covarde e cruel como mostrado no filme. Como prometido, pelo produtor do filme, há uma breve explicação do porque ele é venerado na vila (mesmo sendo um grande babaca), mas acho que isso poderia ter sido mais aprofundado. Eu gostaria de conhecer mais da história e do passado do personagem.

Temos um LeFou diferente. Mas calma, diferente não quer dizer ruim. Muito pelo contrário: me arrisco a dizer que o LeFou é a melhor parte do filme. Nos foi prometido um personagem gay que estivesse em conflito consigo mesmo e, realmente, foi isso que foi entregue no filme. LeFou não é mais apenas o sidekick do Gastão, que faz tudo que ele quer sem questionar; Nesse filme ele também está mais humanizado. É perceptível em algumas cenas o esforço que ele faz para manter o Gastão “mais amigável” e também o valor crítico que suas expressões e falas denotam quando ele critica (sutilmente) as atitudes do vilão. Por mais que LeFou seja fiel ao Gastão: a gente vê que ele luta consigo mesmo entre o certo e o errado, entre o que ele quer e o que ele merece, entre apoiar o Gastão ou não. E isso traz novos ares para o filme, pois confirma que ninguém é totalmente preto ou branco. Existem nuances e pessoas boas também podem fazer coisas ruins se influenciadas por alguém de condutas duvidosas. 


Eu me decepcionei com a caracterização dos itens do palácio; não todos, mas alguns foram difíceis de engolir. Mas antes de falar da caracterização, quero falar da dublagem: enquanto que o que eu via na tela quebrava um pouco a magia, o que eu ouvia era bem diferente. Ian Mckellen fez um excelente Clogsworth, Ewan Mcgregor foi tão fiel ao Lumiére que eu me emocionei na primeira vez que ele fala no filme. E a Emma Thompson como Ms Potts, foi difícil, mas ela conseguiu trazer a calmaria, tranquilidade e experiência maternal que Angela Landsbury nos traz no original. Adorei que introduziram o Maestro, Stanley Tucci não faz muito, mas é interessante ver a relação de todos dentro do palácio. Outra coisa incrível foi a inserção de personagens negros no filme, que não eram no desenho: Plumette e o Guarda Roupa são mulheres negras. Poderia ter tido um elenco mais diversificado ao meu ver, mas já fiquei feliz de ver que uma personagem branca no desenho (Plumette) foi propositalmente tida no filme como negra. 

Uma coisa que me incomodou, eu confesso, foi a falta de semelhança na aparência dos objetos do filme em comparação com o desenho. Alguns ficaram bons e combinaram com a estética do filme como o guarda-roupa (que tem uma aparência mais vitoriana e embelezada) e o Lumiére que ganha um aspecto mais humano no seu design. Mas outros simplesmente quebraram a magia para mim: o Clogsworth parece impessoal demais, parece muito mais como um relógio inanimado do que, de fato, um dos personagens que mais gosto no desenho (o efeito não ficou tão legal como no Lumiére). Mas o que mais me incomodou foi a falta de fidelidade com o desenho em relação a Ms Potts e ao Chip. O design do desenho, o bule branco com a tampa roxa lembrando levemente a toca que Ms Potts usava é tão icônico que eu simplesmente não consigo entender porque mudaram tanto os dois. O novo design de ambos não lembra nem de perto o desenho e como esse design específico é tão importante e tão marcante quando se trata de Bela e a Fera, isso quebrou um pouco a magia pra mim. Eu acho que dava para ter mantido sim o design do desenho e ficaria mais reconhecível por todo mundo.

Embora o Design tenha me incomodado não foi o suficiente para estragar os personagens, pois como falei a dublagem foi impecável. Eu não via Ms Potts, mas eu ouvia ela com clareza, assim como todos os outros. 


A HISTÓRIA E OS CENÁRIOS

Em relação a história vocês podem esperar, é claro, os elementos principais do desenho, mas o filme não está idêntico. De fato ele traz muita informação nova. No filme aprendemos um pouco mais sobre a vida de Bela e do seu pai. A verdade é que o filme veio para complementar a história do desenho belamente, trouxe uma nova perspectiva de personagens como a Bela, o pai dela, a Fera e inseriu novos detalhes que o desenho deixa muito em aberto na história (no filme a gente recebe uma explicação mais concreta do porque as pessoas que trabalhavam no castelo também foram amaldiçoadas junto com a fera, por exemplo). O Filme amarra muitas pontas que o desenho não explica, porque na época não parecia ser necessário para uma animação, mas em um filme super produzido sim. Por esse motivo também que mudaram algumas cenas icônicas no desenho (como a cena da biblioteca, que no desenho é algo bem marcante e no filme é mais trivial). O filme abre espaço pra explorar com mais tempo o amor entre a Bela e a Fera se desenvolvendo, mas em alguns aspectos parece que ele peca na sutileza que o desenho teve quando mostrou isso primeiro (e teve um tempo consideravelmente menor pra isso). 

O vestido da Bela é bonito, mas também é diferente do desenho - o que talvez possa ser decepcionante para algumas pessoas que, com a super produção do filme esperavam algo mais próximo do original. Além disso teve uma cena em que ele é meio que "deixado de lado" e eu fiquei na dúvida sobre o impacto que essa cena teve - ao mesmo tempo que mostra uma princesa se “desfazendo” do seu vestido, também me passou um pouco de descaso com outra parte icônica do desenho. Acho que poderia ter sido feito de um jeito melhor. 

A grande cena do baile é belíssima. O salão é idêntico ao do desenho e a dança dos protagonistas ao som de Beauty and The Beast é emocionante demais. Não supera o original, pois nada consegue ultrapassar a graça com que Angela Landsbury foi capaz de cantar essa música, mas é o suficiente para levar lágrimas aos olhos. Como eu disse: algumas partes do filme são nostálgicas demais e fica impossível até para o mais crítico não se emocionar com algo tão bonito. 

No geral o filme foi bem conduzido do início ao fim, também temos um melhor aproveitamento da Feiticeira; esse filme traz um novo item que ela teria deixado pra Fera, além de usarem ela como uma personagem um tanto quanto onipresente.

A minha maior decepção em relação a história talvez tenha sido o clímax,  o grande momento quando a última pétala cai, enquanto que a cena da Bela com a Fera é o mais fiel possível que seria do desenho (tem algumas pequenas alterações, mas que não impede a emoção que a cena quer passar). A partir do que eu li de comentários do produtor em que sentiríamos especialmente o peso que seria de vermos os objetos perdendo vida, eu esperava mais. Eu esperava que não apenas a grande despedida entre a Bela e a Fera me fizesse chorar como também a despedida de Lumiére, Clogsworth, Plumette, Chip, Ms Potts… e no entanto, achei que ficou um pouco corrido e aconteceu rápido demais. Não atingiram o objetivo ao meu ver, pois é muito mais doloroso ver a despedida entre a Bela e a Fera do que dos outros objetos, pois parece realmente que foi feito de maneira relapsa.  

 A TRILHA SONORA

A Trilha Sonora, mais ou menos, como a história do filme, foi modificada para atender melhor a história. Novas músicas foram introduzidas e complementam o filme trazendo um ar de novidade, mas ao mesmo tempo encaixando partes que a gente nunca pensou que precisariam de um encaixe. A Bela e a Fera sem dúvida é muito mais musical que a Cinderella, a música representa uma grande parte do filme, assim como no desenho. Algumas estrofes de algumas músicas sofreram poucas alterações, mas no geral, como sempre: a trilha sonora está belíssima. Novamente: palmas para os atores de Gaston e LeFou que interpretaram seus atos com maestria, a voz de Josh Gad (LeFou) e Luke Evans (Gaston) se complementaram em harmonia (apesar de que ainda prefiro a voz do Gaston no desenho, pois me passa uma imagem mais condizente com seu personagem - a voz do Luke Evans não é forte ou grave o suficiente para se comparar com o original, mas mesmo assim ele fez um trabalho incrível. Como já disse: foi uma adaptação de Gaston simplesmente maravilhosa). 


CONCLUSÃO

Eu acho que a Disney poderia ter melhorado em alguns aspectos, mas no geral foi uma adaptação muito bonita que me emocionou do início ao fim. Eu nunca esperava ver alguma das animações clássicas sendo adaptadas no cinema e simplesmente poder ver o filme e sentir exatamente as mesmas sensações que eu sentia quando ouvia a Bela cantar “Little town is a quiet village…” não tem preço e eu não trocaria essa experiência nova com requintes de nostalgia por nada desse mundo. Eu acho que se você é fã, independente dos erros que a produção possa ter tido, é um misto de sensações que vale a pena ter de novo. Eu adorei o filme, eu adorei os atores e foi muito bonito pra mim, quando as luzes se acenderam e todo mundo simplesmente começou a aplaudir enquanto Ariana Grande e John Legend cantavam a sua versão (igualmente incrível) de Beauty and The Beast. 

Num rank de 5 estrelas, eu daria 4 para a Bela e a Fera. 

Eu espero que vocês tenham gostado da minha avaliação. Me contem nos comentários o que vocês acharam da minha resenha e se ela despertou em vocês a curiosidade de ver o filme. Me contem também o que acharam de trazer mais resenhas aqui pro blog. É uma coisa que vocês gostariam de ver? Com que frequência? 

Não esqueçam de me curtir a página do Quero Mais Pizza e me seguir no Instagram @queromaisfotos

Até o próximo post <3