segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Dia-a-Dia: Ano de Vestibular


Estou criando essa tag nova aqui no Blog, onde pretendo compartilhar com vocês assuntos variados que me pegam de supetão durante o dia, ou talvez aqueles momentos pelos quais todo mundo passa na vida e nunca se cansa de receber conselho e saber como outras pessoas decidem encará-lo.

Mas agora chega de blá-blá-blá e vamos ao que interessa! Resolvi falar de vestibular por um motivo muito simples: estou passando por isso.

Já falei isso aqui quase que um trilhão de vezes, mas dessa vez vou abrir um pouco mais meu coração e compartilhar de verdade como está sendo essa experiência pra mim. 

Em uma palavra? Cansativa. Vocês - que ainda não passaram por isso - não tem noção do que é o Ano de Vestibular. Aliás, eu criei um post com dicas para isso né? Bem aqui. Mas cá entre nós, um segredinho: como é difícil seguir, viu?

Eu disse que iria ser sincera: Ralei muito no primeiro semestre, chegava em casa colava minha bunda na cadeira e estudava tudo quanto é matéria até o cair da noite. No segundo, comecei a aliviar e agora com as provas se aproximando vai ficando cada vez mais difícil de me concentrar por um acúmulo de fatores: São meses de noites-mal-dormidas (não porque fui dormir tarde, mas porque é simplesmente exaustivo acordar às cinco da manhã todo dia), nervosismo pré-provas, não conseguir dar uma dentro naquela matéria que você tanto odeia, mas tanto precisa, cansaço de colar a bunda na cadeira e ficar até o final do dia, pressão vinda de tudo quanto é lado sendo atirada pra cima de você, ver seus amigos que já passaram ou mais novos que ainda não precisam se preocupar saindo e se divertindo e você... não, ter que trocar aquele hobby por algo assim mais pé no chão (tipo física), ter que abrir mão de cursos à parte para ficar em casa estudando (FÍSICA!!!!).... já deu para ter uma boa imagem né?

Estamos em Novembro e meu pesadelo está acabando (e o de tantas outras pessoas prestes a começar, aguardem!), esse final de semana terei o ENEM e ao contrário do que muitos pensam a estrada não acaba aqui: tenho mais duas provas depois, e então serão meses de agonia e espera pelo resultado. 

Rola aquele medo de sempre: "E se eu não passar? Como fica?" Essa pergunta ainda não sei como responder (e sinceramente? Espero não saber). 

Não vou apenas ficar me queixando não e esse post não é para ser algo técnico, o Dia-a-Dia é pra ser algo bem solto, leve e pessoal. Um desabafo, um chorinho pequeno, uma conversa. E nem tudo de ruim acontece no Ano de Vestibular - até porque se fosse assim todos os vestibulandos estariam se empilhando embaixo da ponte Rio-Niterói.

Eu quero ressaltar, principalmente, que esse foi um ano diferente. Conheci gente nova, amigos e professores, que me ensinaram muito. Participei de uma viagem à São Paulo pelo Clube de História do meu colégio e pude conhecer a cidade das luzes brasileira, além da bagagem cultura dos vários museus que tive a deliciosa oportunidade de conhecer. 

Depois de anos longe, visitando apenas nas memórias de infância, tive a chance de reconhecer Rio das Ostras e olha só: através das Olimpíadas de Filosofia. E eu nunca serei capaz de expressar em palavras o quanto que eu aprendi nessa viagem: uma competição amigável que mais era uma grande conversa entre um monte de gente do que uma disputa. 

Esse ano, aprendi mais de mim mesma do que achei que aprenderia. Aprendi a me entregar de vez às artes. Não adianta! Quero mesmo viver disso! Quero desenhar, cantar, escrever, criar...

Esse foi o ano em que completei um ano com o meu namorado e em meios à tantas brigas sérias e quase-términos aqui ou ali, percebi que quero mesmo é ficar com ele até que ficar não seja mais possível (e então teremos que, sei lá, casar, talvez? - ai, ele vai implicar tanto comigo quando ler isso aqui).

Esse foi o ano que tive professores tão bons de história e geografia que chegava em casa e começava a contar pra minha família como João Goulart foi desposto ou por que há tantos problemas na Faixa de Gaza. E explico com o maior orgulho, recitando à minha maneira, o que meus mestres me ensinaram em sala.

Esse foi o ano que reatei amizades que se perderam com o tempo, e percebi que realmente perdi outras. Foi o ano também que resgatei uma adorável cadelinha da rua e me sinto feliz por eu estar cuidando dela, dando o tratamento que ela merece.

Esse foi o ano que eu criei este blog. E esta tag. E redescobri meu amor pela escrita que havia perdido sem querer querendo.

Está sendo um ano agitado, e eu tenho certeza que vou ter muito mais para contar nesses dois últimos meses que faltam, mas por ora deixo-lhes um até breve. E espero que vocês também possam tirar um tempo e escrever o seu Dia-a-Dia, mesmo que ninguém leia, só você.

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