sábado, 25 de abril de 2015

Pegue a Pipoca: Marvel's Agents of Shield



Voltei mais uma vez para conversar com vocês, mas agora trago uma dica. Na única vez em que fiz uma resenha de uma série aqui no Blog foi para falar de The Newsroom - na época estava me despedindo da história e achei que seria uma boa comentar por aqui, mas foi tudo muito breve e generalizado. 

Ontem fui ver os Vingadores e até pensei em escrever sobre o filme, mas como a estreia ainda é recente e sinceramente não sei como expressar meus sentimentos sem soltar alguns spoilers achei melhor manter meus pés bem firmes no chão. Sim, o filme está incrível. Sim, talvez eu fale dele algumas semanas à frente. Mas por enquanto preciso extravasar minha obsessão com o Universo Marvel - e foi quando me lembrei da maravilhosa série que a parceria com a ABC trouxe para gente. 

Até então só havia assistido a primeira temporada e, como já disse, a obsessão me levou a reassistir e começar de uma vez por todas a segunda. Porém como tudo na vida, apenas ver não estava mais me satisfazendo: percebi que precisava falar sobre isso.

Então eu vou tentar resenhar a série baseado em toda a storyline introduzida até então e as minhas impressões e expectativas para a segunda parte dessa história.

Como tudo dentro da Marvel está intrisecamente ligado Marvel's Agents of SHIELD não seria diferente. Muito diferente dos herois a que estamos acostumados dessa vez temos a chance de conhecer um pouco mais sobre a história da organização que controla o mundo obscuro que não sabemos. Um dos fatores mais importantes quando se trata da Marvel é o fator humano e as emoções por trás dele e isso é algo explorado amplamente nos supers a que estamos acostumados. Afinal já vimos o nosso querido Tony lutando contra si mesmo em Iron Man 3 - e vemos alguns resultados disso agora no segundo filme dos Vingadores (e esse vai ser meu último comentário sobre o assunto, eu juro). Mas agora temos a chance de entender como a mente dos agentes - que não tem nada de super além do seu treinamento extensivo - se comportam. 

Introduzindo novos personagens - que eu preciso dizer, talvez sejam mais excitantes que Romanov e o Clint dos filmes - e trazendo alguns antigos a gente começa a perceber como a hierarquia dentro da Shield funciona - e também a receber algumas explicações sobre como as coisas são feitas e por quê.

"O segredo foi revelado. Por décadas, sua organização ficou nas sombras, escondendo a verdade. Mas agora nós sabemos. Eles estão entre nós."

Como mencionei acima um dos maiores fatores de sucesso é a conexão que se dá entre cada filme, curta e série, por isso tudo se passa após a Grande Batalha de Nova York, no primeiro filme dos Vingadores e é trabalho da Shield conter o pânico. Afinal, agora os humanos sabem que existe muito mais lá fora, como Hill descreveu: "mais do que um bilionário em uma armadura de ferro". Agora eles sabem da existência do Hulk, do Capitão América, do Thor e seria apenas natural que não encarassem isso tão calmamente. Até porque seria impossível para meros mortais lidarem com deuses. Coulson está de volta - sem saber como e nem por quê e esse é um dos pontos altos da série; pois um dos nossos agentes favoritos se vê preso em uma luta mental contínua e totalmente sem respostas. Como ele sobreviveu? Não sabemos, mas é o que a série pretende nos dizer. 

Com a morte chegam certos "privilégios" por assim dizer, Coulson ganha um passe livre para montar sua própria equipe e partir na luta do bem contra o mal usando todo e qualquer recurso disponível - e isso inclui o avião bem bacana que possui um bar privativo, pois é. O episódio piloto nos leva então a um breve reconhecimento do pequeno grupo de pessoas que ele decide juntar. 

O primeiro que nós conhecemos é o Agente Grant Ward, a princípio um cara durão, supostamente tão bom quanto a Romanov, mas lhe falta o trabalho em equipe. Ward se mantem preso a si mesmo quase por uma boa leva de episódios e aos poucos vamos juntando os pedaços que nos fazem entender um pouco de sua personalidade. Tático, objetivo, fechado. Forte, experiente, esperto. Nossa primeira impressão é de que ele está ali simples e puramente para cumprir ordens - o que no final de tudo, não se mostra longe da verdade. O crescimento do personagem é nítido, embora seja muito sutil. O ator soube interpretá-lo graciosamente, já que muitas vezes fui capaz de decifrá-lo apenas através das espressões que fazia e mesmo assim nunca é possível dizer o que exatamente ele está pensando.

Em seguida tudo nos conduz a nossa próxima personagem: Melinda May. Ela talvez seja a mais complexa de todos que mais tarde iremos encontrar ao longo da série - e incluo aqui os antagonistas também. Se Ward é fechado, May é totalmente inexpressiva. Você literalmente se perde, sem saber o que ela está pensando, o que ela quer ou o que está planejando. Normalmente você só descobre depois que ela o executa. Seu passado é um mistério e muito pouco desse quebra cabeça é resolvido durante a primeira temporada - algo que os roteiristas espertamente deixaram para desvendar na segunda. É nos campos de batalha que ela realmente se destaca, acredito que seria uma das poucas pessoas dentro da Shield que seria capaz de rivalizar com a Romanov. Sim, Ward é bom, mas não chega aos pés da May. De longe uma das minhas favoritas, se bem que para ser completamente honesta todos os personagens foram muito bem feitos e bem executados. Cada um com suas personalidades cuidadosamente montadas e arranjadas para irem sendo descobertas a cada segundo, a cada episódio. 

Há também a dupla de cientistas Fitz-Simmons. Fitz é o físico da equipe e cuida de todos os aparelhos. Simmons é a química e juntos eles são imbatíveis. Funcionam como um só cérebro, muitas vezes um completando o pensamento do outro. Começam tímidos em relação a todos os outros e ao trabalho em campo, mas é fácil de ver onde se sentem realmente confortáveis: na ciência. Seus pensamentos são tão rápidos que às vezes você tem problemas para acompanhar a lógica. Facilmente detectados como o elo mais fraco e mais vulneráveis a ataques - só que não de verdade, podem não ser muito bons quando se trata de lutar, mas seus cérebros são capazes de livrá-los das situações mais difíceis. E o crescimento de ambos é notável ao final da temporada. Fitz é mais atrapalhado e claramente dependente de Simmons. Já ela possui um autocontrole maior e um preparo mental igualmente notável. Algo que Fitz precisa trabalhar sob situações de extremo estresse.

Por fim, temos a adição de última hora: Skye. Ela é a estranha. Ela pode ser um problema. Ela é definitivamente um risco. Mas Coulson parece certo de que confiar nela é uma boa escolha e por isso ele a quer. Skye é uma hacker, ela consegue acessar o que quiser usando apenas um laptop em sua van - onde mora - inclusive, a própria Shield. Mas como nada na vida é fácil: Skye odeia a companhia. Ela acredita que a verdade deve ser exposta para que todos possam vê-la, a informação não deveria ser velada. E é interessante ver a evolução de sua personalidade ao longo da série - a mudança acontece, não no segundo episódio, nem no terceiro, mas aos poucos ela vai percebendo os verdadeiros valores da Shield e se torna uma das agentes mais fieis ao longo da temporada. Totalmente inexperiente. É sarcástica e transforma basicamente todas as situações desesperadoras em uma piada - no final percebemos a mudança drástica em relação a isso a medida que os eventos começam a ficar mais sérios. 

Aliás, o que falar da história em si que é construída ao longo da temporada? Para começar não existe apenas uma história. São várias perguntas, são vários eventos que vão se entrelaçando até culminar no clímax e no tão esperado Season Finale. Quer entender como o Coulson voltou do mundo dos mortos? Aqui explica. Quer entender o que aconteceu, de fato, dentro da Shield no segundo filme do Capitão América? Aqui explica. Podemos ver em detalhes todas as ramificações que levaram a organização até o ponto em que estamos atualmente. Além de outras questões que vão sendo levantadas ao longo da série. Os roteiristas foram tão minuciosos em cada detalhe que você literalmente deixa de respirar quando vai chegando ao final. O mais legal é que o clímax começa em torno do episódio 17 (ao total são 22) e a cada episódio que passa é uma nova luta para resolver até que o problema seja eliminado.

Os problemas pessoais enfrentados por cada personagem e as relações que eles vão construindo são amplamente exploradas. Você torce por eles. Você sofre com eles. E a Marvel mesclou todo tipo de emoção que se possa esperar de uma boa história de super heróis (ainda que não tenha os super herois) coragem, traição, mentiras, verdades, confusão, redenção, confiança. Uma fórmula cheia de personagens desesperados para encontrar a si mesmos, enquanto tentam lutar por um mundo melhor.

Eles não são herois. Eles são humanos. Eles são agentes. E eu garanto, desse jeito é muito melhor.

Comecei a segunda temporada e posso garantir que as perguntas se renovaram e outras permanecem. O clima se intensificou, está mais pesado e sombrio. Alguns se tornaram mais unidos, outros foram totalmente excluidos ou deixados de lado. A luta pela segurança humana continua. Os personagens evoluíram a um novo estado de alerta. Depois da grande revelação da primeira temporada é exigido deles que se mantenham constantemente vigilantes à novas possibilidades. A mente continua sendo explorada nessa nova temporada de um jeito sutil, mas poderoso. E no final, a verdade é que não há o que esperar, pois os roteiristas de Marvel's Agents of Shield sabem fazer justamente o inesperado. E pode ter certeza de que haverá muitos plot twists, assim como houve na primeira temporada.

Espero que gostem da série tanto quanto eu gosto. É uma desculpa para passar mais tempo nesse mundo e entender melhor como pensa cada personagem novo, porque eles fazem sim a diferença. Mas se anime: Coulson não é o único conhecido, ao longo da série várias faces voltam para nos ajudar e nos situar melhor e a cada nova aparição nós desvendamos um pouco sobre os eventos em volta. 

Me digam o que acharam da minha primeira resenha de verdade, hehe. E aproveitem e me falem o que gostariam que eu resenhasse em uma próxima vez.

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12 comentários:

  1. Adorei a forma que você escreveu, detalhou muito bem. A série parece ser legal, ultimamente to numa fase muito DC, vejo Arrow, Gothan e Flash. Mas vou começar a assistir alguma da Marvel, e essa já ta na minha lista! haha
    Beijos!

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    1. Gothan também está na minha lista. E já vi uma parte de Arrow, mas acabei abandonando por preguiça de baixar os episódios, mas pretendo voltar a ver. Não sou tãaaaaaao fã da DC assim, mas amo o Lanterna Verde e o Batman, são meus personagens favoritos, daí minha vontade absurda de ver Gothan. Já a Marvel, sou fã de carteirinha, são poucos os personagens que não gosto. Espero que goste da série, é realmente muito boa <3

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  2. Advinha quem vai começar a acompanhar a série??? haha

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    1. essa série é tão boa que quero chorar HAHAHAHA

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    2. É MARAVILHOSAAAAA! To no ep 17 e desde o 12 eu não consigo dar nota menor que 10 no banco de séries, porque são todos P-E-R-F-E-I-T-O-S. Fora que os personagens são super apaixonantes <3 Skye <3 Fitz-Simmons <3 <3 Coulson <3 May <3 Até o Ward, que foi ódio a primeira vista, já amo ele tbm <3

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    3. a primeira temporada é realmente muito bem feita <3 eu to no quinto episódio da segunda <3

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  3. Ana lu, resenha é com você mesma! Gostei do post. Parabéns!

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    1. muuuuuuuuuito obrigada <3 fico muito feliz em ler isso haha <3

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    1. Fico feliz que tenha gostado Rosy <3 Obrigada

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  5. ANA, CÊ ARRASA COM ESSAS RESENHAS! Já comecei a ver e estou gostando, espero que continue boa e vá melhorando cada vez mais. Obrigada pela indicação hahahaha <3

    [ www.vintezanos.com ]

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    1. AWWWWWWWWWWN >< Cara eu sou mt viciada nessa série meu deus, quero logo a terceira porque o final da segunda foi mt mindblowing HAHAHAH me conta depois o que tu achou

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