quarta-feira, 17 de maio de 2017

MILEY CYRUS E A POLÊMICA SOBRE SUA NOVA FASE


Olá pessoal, pra quem não sabe, Miley Cyrus está de volta, e seu rosto, antes com a língua de fora, agora esboça um sorriso de orelha a orelha! Semana passada, após anunciar sua nova música - Malibu - na revista Billboard, a cantora lançou um clipe fofo para a canção, que foi inspirada em seu noivo, Liam Hemsworth. Na revista, a atriz e cantora estampa uma matéria que mostra bem como será a nova fase da artista: em vez de roupas curtas e topless, Miley aparece com vestidos longos, cheios de babados, em paisagens campestres. 

Na entrevista, ela conta que sua proximidade com Blake Shelton no "The Voice" foi uma das inspirações para o disco novo que fala sobre sua nova fase e a grande transformação pela qual passou nos últimos anos, incluindo o distanciamento daquilo que curtiu adoidado enquanto promoveu “Bangerz”, como sua aproximação com rappers, nudez e excessivo uso de drogas (especialmente as drogas). Sobre o novo álbum, Miley disse:

“Esse disco é um reflexo do fato de que sim, eu não dou a mínima, mas agora não é o momento para dar foda-se às pessoas. Estou dando ao mundo um abraço e dizendo “Ei, olhe. Nós somos bons – eu te amo.” E eu espero que você possa dizer que me ama de volta”.


Apesar de estarem familiarizados com mudanças, os fãs ainda custam a aceitá-las quando não condizem com as suas expectativas e, assim como aconteceu quando Miley surgiu com “We Can’t Stop”, uma grande maioria passou a questionar o que a cantora está dizendo e fazendo agora. Quem não se contentou com a nova era da cantora, acredita que suas falas atuais soam conservadoras demais para a Miley Cyrus de 2013 e critica o fato dela agora admitir se enojar ao ver os trabalhos nus que realizou durante a divulgação do disco anterior – trabalhos esses que contaram com a colaboração do produtor musical Dr. Luke e do fotógrafo Terry Richardson (ambos acusados por abuso sexual nos últimos anos, ressaltamos). Mas a surpresa é mais óbvia do que parece: as pessoas mudam, gente, e deveríamos ficar completamente bem sobre isso.

Há quatro anos atrás, Miley lançou a canção “We Can’t Stop”, que foi um dos grandes sucessos do álbum polêmico “Bangerz”. A mudança de estilo musical e de seu visual, foi um motivo de bastante discussão tanto por seus fãs quanto pelo público geral, mas uma coisa era universal: todos estavam de olho no que a ex-Disney estava fazendo. Foi assim que “Bangerz” se tornou um dos momentos mais memoráveis da carreira da cantora, contando ainda com a icônica estreia de “Wrecking Ball”, que não só foi muito bem sucedida nas paradas americanas, como também quebrou recordes pelo lançamento do seu videoclipe no Youtube. E, hoje em dia, consideramos quase impossível pensar nas últimas edições do MTV Video Music Awards sem nos lembrarmos desse momento aqui:

Imagem relacionada

Quatro anos separam a Miley Cyrus de “Bangerz” da que estamos prestes a conhecer e, definitivamente, quatro anos é muito tempo. Em 2013, a cantora estava no auge dos seus vinte, descobrindo a liberdade artística e oportunidade de usar e abusar da sua criatividade desde que soltou as amarras da Disney e, dado seu apreço pelo hip-hop, descobrindo todo um universo que, infelizmente, era e ainda é bastante machista. Nesse tempo, a cantora também passou pelo fim e recomeço do relacionamento com o ator Liam Hemsworth, bem como voltou a buscar por sua identidade musical, uma vez que descobriu todo um leque de novas influências ao colaborar com Wayne Coyne e sua banda The Flaming Lips no que foi um dos seus projetos mais ousados, musicalmente falando, e é óbvio que isso refletiria na forma como veria sua carreira agora.

Tê-la revendo suas ações de anos atrás não significa que esteja negando o que fez, mas, sim, considerando que não é o que está disposta a fazer agora e que talvez não fosse o que faria se tivesse a oportunidade de voltar atrás. O nome disso, para quem ainda não conhece, é amadurecimento. É reconhecer as coisas que já fez e entender sobre o quanto aquilo te fez bem ou não. Porém, Miley recebeu inúmeras críticas por conta disso também, como se estivesse dando as costas para um estilo que a acolheu e inspirou durante a fase anterior. Mas a cantora usou seu Instagram para complementar a fala, justificando:

"Eu sempre amarei e celebrarei o hip-hop e trabalhei com alguns dos melhores [nisso]! Mas, nesse momento da minha vida, estou me expandindo, musical e pessoalmente, e gravitando pelo rap edificante, consciente. Conforme fui envelhecendo, eu percebi o efeito que a música tem no mundo e, vendo onde estamos hoje, eu sinto que a geração mais jovem precisa ouvir letras positivas e poderosas. (...) Eu espero que minhas palavras, sejam elas cantadas ou faladas, sempre encorajam os outros a amarem, rirem, viverem intensamente, que estejam aqui por outras pessoas, para unificar e lutar por o que for seu direito (seja humano, animal ou ambiental)."


No final das contas, não há o que questionar. Miley, como a mulher independente que se mostrou em “Bangerz”, usa agora sua liberdade para buscar por outros ares, pessoal e musicalmente falando, e, até aqui, tem passado uma imagem bem mais amadurecida do que a menina que se divertia com seu twerk em 2013. Eu sempre gostei da Miley, desde de Hannah Montana, desde 7 Things, desde Can't Be Tamed, desde quando ela fez A Última Música e Lola... Sempre gostei da Miley por sua postura, espontaneidade, seu estilo e, principalmente, pelo que ela acredita e a imagem que ela passa para o público: seja diferente, não se envergonhe por ser quem você é, seja autêntico, siga o seu instinto, permaneça verdadeiro e honesto com você mesmo. 

O que eu sinto em sua fala não é algo forçado, planejado. O que sinto é honestidade, algo genuíno, vindo de alguém que se encontrou após uma mudança (drástica, por sinal) de princesa da Disney para símbolo sexual e power woman. Muitos podem alegar que a sua mudança é apenas uma jogada de marketing para permanecer na mídia após o fim do seu papel como Hannah Montana. Claramente, era preciso crescer e levar o seu público junto durante esse amadurecimento. Ela sabia que o público, que durante anos foi fiel à Disney e à Hannah, estava crescendo, e ela também.  Sendo assim, Miley e sua equipe decidiram fazer um reposicionamento de sua marca, o que foi consumado na inesquecível performance em 2013.



O que no início pareceu um surto de loucura de uma artista mimada, com o futuro prestes a terminar em drogas ou bebidas como a de Lindsay Lohan e Britney Spears, o tempo mostrou o contrário. Aquela no palco era realmente quem a representava e a consistência em sua imagem e suas ações durante os anos posteriores levou Miley ao topo e a conquistar fãs fiéis em torno de sua carreira.

Existe uma clara diferença entre apenas uma jogada de marketing e o Personal Branding.

O Personal Branding é você saber sua promessa de marca e a executar todos os dias em tudo o que você faz. Poderia ter sido apenas uma jogada de marketing se não houvesse um princípio e uma orientação entre sua identidade e a comunicação. Mas, ao contrário, Miley é consistente e fiel à sua identidade. Ela entende quem ela é e quem ela não é e vive de forma plena a sua essência. Mesmo se esse alguém vir a mudar alguns anos depois, e principalmente a mudança seria perceptível também. Ou ninguém notou que a quantidade de escândalos envolvendo-a vem diminuindo gradativamente desde 2013? Caso contrário, seria muito difícil não cometer contradições e falhas e, principalmente, ser alguém bem resolvida.

Eu vejo sua performance em 2013, ano em que completou 21 anos, como um rito de passagem, em que ela quis de vez se reposicionar e afastar por completo a imagem da Hannah Montana, queridinha da Disney.

O processo poderia ser gradual como o recomendado a muitos artistas ou explosivo, o que foi nesse caso. Talvez ela precisasse dessa explosão para superar os valores de marca da poderosa Disney. Sendo assim, para Miley e seu time, o MTV Awards foi o local ideal para lançar a sua nova marca. Foi um grande risco pela grande visibilidade que a aparição proporcionaria, mas foi bem planejado, o que trouxe grandes recompensas: a partir daquele dia só se falava de Miley Cyrus e não mais de Hannah. E a partir daí ela conquistou espaço em suas mídias sociais, aumento na venda de seus álbuns e reconhecimento pela mídia.


Em quatro anos, muita coisa mudou. E a Miley foi uma delas. Isso só prova que ela não tem medo de buscar quem ela realmente é e o que a faz feliz. Afinal, a vida é passar por fases e aprender com elas. A nova Miley é uma grande lição para cada um de nós, seja fã ou não. Minha vó sempre me disse que a vida é uma eterna busca pelo o que realmente somos; Se Miley precisou passar pela fase louca, rebelde e descontrolada para se autoconhecer e se encontrar no mundo, não temos nada haver com isso. Aprendam! Se ela precisou ou quis por livre e espontânea vontade mudar agora, é porque a garota rebelde que faz twerk já não fazia mais sentido em sua vida. Gostaria que todos fossem como ela: ter coragem de buscar quem realmente somos, independente dos obstáculos que apareceram no caminho.


Eu sou cada vez mais fã de personalidades em que eu consigo enxergar autenticidade, se posicionam e vivem por meio de ações consistentes aos seus propósitos e seus valores. E fico feliz em saber que a autenticidade vem sendo mais exigida por nós mesmos na mídia e na vida real. Quem sabe assim a sociedade deixe de nos colocar em caixas e rótulos para que sejamos mais livres e espontâneos? Essa é a minha esperança. Qual é a sua?

Espero que vocês tenham gostado e comentem aqui embaixo o que acharam do post. Quero saber sua opinião sobre a nova Miley, a música, o clipe e a vida autêntica e sem rótulos que vem sendo exigida cada vez mais! Ficarei feliz em responder cada um! E não se esqueça de compartilhar a postagem caso tenha se identificado com as coisas que eu falei. Curtam também a Página do Quero Mais Pizza, no Facebook para saber sempre quando uma nova postagem for publicada.

Eu sou a Clarissa e foi um prazer conversar com vocês. Ah, e pra quem quiser me conhecer melhor: chega aqui nas minhas redes sociais. Vamos conversar:



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6 comentários:

  1. Eu estou amando essa fase nova dela, as pessoas mudam, principalmente os artistas, e a Miley mudou pra melhor dessa vez

    aboutbooksandmore.blogspot.com.br

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    1. Olá Cássia!
      Concordo totalmente com você! Eu também estou amando essa nova fase dela e espero que as pessoas entendam que foi um grande processo de amadurecimento tanto pessoal quanto musical.
      Obrigada por ler e fico feliz que tenha gostado! Beijos e até a próxima!

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  2. Que texto viu.
    Eu já ouvi de tudo sobre essa mudança da Miley, dizendo que Liam a forçava a ser assim que era relacionamento abusivo.
    Mas sabe o que acho mesmo? Que a fase louca e rebelde da Miley era na verdade a necessidade de mostrar que ela não era a Hannah Montana que a Disney desenhou, pra mim aquela s era uma fase e agora ela tá mostrando quem ela realmente é.
    Parabéns pelo texto.

    Beijoks
    Www.atesemsalto.com

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  3. Como smiler real, eu amei o texto ! Ficou muito lindo e só falou verdade... Miley é uma inspiração para todos nós!

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  4. Texto do caralho clã, parabéns <3

    Renan da carol :)

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  5. Gente, esse post foi simplesmente PERFEITO!
    A forma como este post foi escrito é de um talento incontestável, se você, Clarissa me disser que quer ser jornalista amanhã, miga, você tá pronta pra escrever um artigo sobre qualquer coisa. Adorei as ideias abordadas no texto, de fato, a Miley foi muito julgada simplesmente por expôr uma realidade que muitos jovens vivem atualmente, a busca pela própria identidade e acredito sim que foi um salto enorme de amadurecimento ela simplesmente ter a autenticidade de olhar pra frente e dizer "me sinto diferente agora", sem se preocupar em como seria pras pessoas se desprender da Miley de 2013.
    Falando por um lado mais pessoal, eu me sinto como Miley. Eu testei os meus limites, saí da minha zona de conforto afim de me desprender de amarras que as pessoas colocaram em mim e então decidi assumir a minha própria identidade que não era bem aquilo, eu só precisava me testar. A parte difícil disso é o auto-julgamento, mas hoje aprendi com Miley.
    Amei demais o texto e compro todos os seus argumentos.

    www.ultimobiscoito.com

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